Oi pessoal, espero que estejam bem! Falei que eu ia voltar rapidinho dessa vez ;)
Gostei muito do engajamento do último post, então, para iniciar a séries de Ferramentas de Gestão do Conhecimento, vou começar com uma que apareceu nos comentários:
O Café do Conhecimento!
Não é gostoso tomar um cafezinho com amigos, bater um papo descontraído, trocar suas experiências. E conhecer um café novo que abriu na cidade? Ah, que experiência gostosa, aquele emaranhado de aromas, escolher uma bebida e descobrir o seu prato preferido daquele novo lugar. O café aproxima as pessoas e, brasileiro que somos, faz parte da nossa cultura!
Gabi, ta viajando aí? Esqueceu que estamos falando de GC e não de Política do Café com Leite? rs
Ai gente, eu amo café, mas ta tudo certo, é isso mesmo, Café do Conhecimento nada mais é do que juntar a galera para tomar um café e compartilhar os conhecimentos entre si. Mas é claro que existem algumas regras. Um dos pioneiros do Café do Conhecimento é o David Gurteen (www.gurteen.com), dá uma olhadinha lá no site dele, tem bastante material interessante!
Bom, vamos às regras:
Para rolar, precisa garantir que o ambiente é seguro e livre de julgamentos, já que ali as pessoas vão compartilhar seus conhecimentos e colocar suas opiniões, então, elas precisam se sentir seguras e tranquilas ao se colocar em um local de exposição.
Outra premissa, são as pessoas sentadas em círculo, pode ser numa sala grande ou pequena, mas as pessoas precisam estar dispostas em círculo, para que elas consigam se olhar enquanto compartilham.
É preciso, também, ter um facilitador, que vai explicar a todos o propósito daquele encontro e as regras de participação. E, também, é responsável por colocar em discussão os tópicos separados.
Uma vez expostos os tópicos de discussão, o grupo deve ser subdividido em grupos menores, com em torno de 5 pessoas e eles devem discutir sobre o assunto por cerca de 45 minutos e, essa dinâmica é livre, sem a interferência do intermediador. Posteriormente, os grupos compartilham o que discutiram com o grupo maior.
Por isso, segundo a literatura, os cafés se mostram mais eficientes quando são realizados com grupos de 15 a 50 pessoas, sendo que o número ideal são 30 participantes. Uma vez que quando ultrapassa o número de 50 pessoas, normalmente é necessário o uso de recursos como microfones para que todos consigam ouvir os insights.
Interessante Gabi, mas quando podemos utilizar essa ferramenta em nosso dia a dia?
Não existe bem uma regra, mas, geralmente, são utilizados quando é necessário encontrar uma solução para um problema, ou mesmo compartilhar conhecimentos retidos por grupos de pessoas. O ponto mais importante disso tudo é que o Café precisa ser um momento descontraído e seguro, para que as pessoas se sintam a vontade de participar e de compartilhar.
Minhas considerações pessoais:
A nossa realidade mudou um pouco desde que as regras do café foram escritas, hoje temos muitas empresas que os colaboradores estão 100% remotos, ou mesmo atuando de forma híbrida, tornando difícil juntar essa galera em uma sala.
Como estamos fazendo aqui na Matera: mensalmente temos o café do conhecimento para alguém trazer um assunto e compartilhar com quem quiser participar. Fazemos isso através do Zoom (devido ao número de pessoas), e assim todos ficamos de câmeras e microfones abertos, para que as pessoas possam perguntar, compartilhar, enfim, interagir uns com os outros. Essa foi uma forma que encontramos para superar as barreiras do remoto.
Mas, claro, na nossa Sede também tem muitos espaços que incentivam esse cafezinho no dia a dia. O que me dá abertura para dar um spoiler do próximo assunto: Espaços Colaborativos de trabalho.
E vocês? Têm Café do Conhecimento na empresa que trabalham? Como funciona a dinâmica por aí?
Esse texto foi escrito baseado no APO Knowledge Management: Tools and Techniques Manual.

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