Você já ouviu falar sobre Gestão do Conhecimento?

Não? Então, vem cá que eu vou falar um pouco sobre o assunto ;)
Você já ouviu alguém falar que estamos na Era do Conhecimento, e que o diferencial competitivo das empresas é justamente o conhecimento de seus colaboradores?! Gestão do Conhecimento tem tudo a ver com isso!
Eu explico. Mas antes de entrar na “seara” Gestão, é importante entender o que é conhecimento.
Segundo Nonaka e Takeuchi, Conhecimento “é um processo humano dinâmico de justificar a crença pessoal com relação à verdade”.  A palavra tem origem no latim (cognoscere), que significa "ato de conhecer". O interessante a saber é que no conhecimento existe um sujeito, um objeto e uma representação que nada mais é do que a compreensão do objeto em questão pelo sujeito (segura essa informação que vamos voltar nela!).
Mas como alguém passa a conhecer sobre alguma coisa? Como as coisas são estruturadas até se tornarem conhecimento? Aqui eu trago a Pirâmide do Conhecimento ou Hierarquia DIKW (Data-Information-Knowledge-Wisdom).

Perceba que a imagem mostra que o conhecimento é a evolução de dados e informação e através dele podemos chegar à sabedoria. Assim, os dados são as observações brutas, ou ainda, sem tratamento; as Informações são os dados configurados para serem utilizados; e conhecimento, é uma capacidade adquirida por alguém.
Vamos de exemplo: se eu te falar “64”, esse dado sem contexto e sem outro complemento, não diz nada para você, certo? É apenas um número, não sabemos se é um volume, uma medida, idade, enfim, não sabemos nada sobre ele. Agora, se eu te falar “64 km”, agora, sim, eu te dei o contexto e você já sabe que  o número 64 se refere a uma quilometragem, com isso, tenho uma informação sobre algo. Para melhorar ainda mais, te passo um roteiro de trajeto entre duas cidades e indico 64 km entre elas. Agora você sabe que a distância entre as cidades é de 64 km. Ta vendo como o conjunto de dados muda todo o contexto e te proporciona uma interpretação?!
Com essa informação você vai lá, e faz o trajeto de carro, a partir de então você passará a conhecer o trajeto de 64 km e saberá quanto tempo leva para percorrer o trajeto. O que nos leva ao próximo nível: a sabedoria. Na próxima vez que você fizer o mesmo trajeto, já saberá quanto tempo precisa sair com antecedência para não se atrasar ao seu possível compromisso, isso é sabedoria!
Agora que você sabe mais sobre os conceitos por trás de conhecimento, vamos adentrar ao assunto para qual viemos. Não vai ser tão simples, afinal existem mais de 100 definições para conceituar “Gestão do Conhecimento”. Para facilitar a nossa vida, trarei aqui aqueles que gosto mais. Então Gestão do Conhecimento, segundo os autores mais consagrados é:
Aplicação de uma abordagem sistemática para a captura, estruturação, gestão e disseminação do conhecimento de toda a organização, visando um trabalho mais rápido, reutilizando as melhores práticas e reduzindo o retrabalho. (Nonaka e Takeuchi, 1995; Pasternack e Viscio, 1998; Pfeffer e Sutton, 1999; Ruggles e Holtshouse, 1999).
Coordenação deliberada e sistemática de pessoas, tecnologia, processos de uma organização, e estrutura organizacional, a fim de agregar valor através da reutilização e inovação. (DALKIR, 2017)
Perceberam que voltamos à estrutura de conhecimento que falei para você gravar mais cedo?! Então Gestão do conhecimento, nada mais é que um conjunto de processos que apoia a transferência e o uso dos conhecimentos nas organizações. Através dela, é possível materializar informações em uma base de conhecimento, à qual todos os atores envolvidos e interessados no processo devem ter acesso e podem utilizar/consultar, afinal, como já sabem, o conhecimento é um importantíssimo ativo organizacional.
Então, de forma simplificada, a Gestão do Conhecimento nos ajuda a:
  • Adquirir conhecimento: através de processos de aprendizagem organizacional e metodologias de absorção do conhecimento;
  • Capturar o conhecimento individual e da organização;
  • Organizar e armazenar o conhecimento, através de ferramentas e frameworks;
  • Compartilhar o conhecimento, por meio de contato social e comunidades de prática (entre muitas outras formas);
  • Aplicar o conhecimento no dia a dia, criando uma capacidade dinâmica de recuperação e transformação do conhecimento; além, é claro;
  • Prover feedback e otimização, criando um processo de melhoria contínua, abrindo as portas para a inovação.
Espero que você tenha gostado de saber um pouco mais sobre o assunto que sou apaixonada.
Nos vemos nos próximos textos!